Eu acordaria em meio à lençóis sedosos, cor de creme. Tomaria café da manhã ali mesmo. Um bom capuccino com torradas e algumas frutas. Vestiria meu casaco vinho e minha boina preta. As meias cobririam toda a perna exposta e as luvas protegeriam minhas mãos. Passearia pelas praças e cafés. Faria compras nas lojas mais indicadas e terminaria a tarde sentada em um banco, lendo algum clássico regional.As pessoas começariam a voltar para suas casas e eu ficaria observando as crianças falando seu francês com biquinho, saindo das escolas. Assim que a noite caísse, vestiria o mais lindo de todos os vestidos e encontraria o meu amor. Andaríamo pelas ruas de Paris de mãos dadas. Nos beijaríamos ao som de violinos e ao luar. Passaríamos a madrugada conversando sobre a vida, entrando nas ruas iluminadas e românticas. Por fim, descansaríamos na base da Torre Eiffel e veríamos o pôr-do-sol mais incrível de nossas vidas. Ele me abraçaria para espantar o frio e eu derramaria algumas lágrimas de felicidade.
Ah, Paris, um dia eu vou ter que te conhecer!
*Texto para o Blogueando: "A viagem dos sonhos"
Desde pequena sempre gostei de escrever. Brincava que era professora, jornalista, secretária, o que fosse, mas eu sempre tinha que usar de algum texto para isso. Fui crescendo e o mundo se atualizando. Não tive uma infância tecnológica. Nem sabia o que era computador e, acreditem, sou do tempo que os PCs ainda funcionavam em MSDOS. Quando adolescente, fui para a casa de uma amiga e me encantei com aquela máquina que, de tudo um pouco poderia fazer, principalmente para minha diversão. Então eu resolvi tirar uma com a cara da best e comecei a escrever textos como se fossem anúncios de jornais para ela arrumar um namorado. Só que os textos ficaram realmente bons, e eu me empolguei. Criei a ideia de escrever um livro caso Doutor Pai conprasse um computador e, assim que ele o fez, aprendi rapidinho a mexer no Word. Fiz muitos textos legais, tanto manualmente quanto digitalmente [?]. Comecei a melhorar minha fala e minha escrita, tirar notas incríveis nas aulas de redação e assim vai.
Um dia me apresentaram um blog, e eu fui logo montar um, toda empolgada com a nova ferramenta que colocavam em minhas mãos. Ao poucos me apaixonei pelos códigos que montavam todas aquelas imagens e aprendi HTML. Bom, alguns anos depois eu tinha diversos blogs, tanto pessoais quanto de bandas que eu gostava e filmes de que era fã. O que me intrigava era não conseguir sucesso com nenhum deles. Os comentários sempre estavam zerados e eu ficava triste e deletava as páginas.
Ano passado eu resolvi que precisava voltar para esse mundo bloguístico, do qual eu participava sim, mesmo não interagindo com outras pessoas. Montei, descobri o Tudo de Blog da Capricho, comecei a visitar outros blogs e, mais rápido do que eu poderia imaginar, meus textos ficaram conhecidos e mais pessoas vinham me visitar. Isso me deixou feliz e empolgada. Assim, além das minhas opiniões sobre as coisas, comecei a contar do meu dia-a-dia, das coisas engraçadas e tristes que eu vivenciava. Daí surgiu o Cotidiano Insano, um blog que falava de tudo um pouco, principalmente das coisas que acontecem nas nossas vidas.
E esse blogger virou o meu mimo e minha maior conquista. Me orgulho de ter tido a coragem de correr atrás da "fama" dele. Comecei a me preocupar mais em ver jornais, ler, me atualizar das coisas, o que favoreceu muito meus estudos para o vestibular. Fiz grandes amizades, daquelas que você troca confidências. Conheci pessoas incríveis e ganhei muitos prêmios pela minha escrita.
O que me faz manter o Cotidiano é isso. Ele é meu "colo de mãe", minha "sessão desabafo", o lugar onde eu não tenho medo de falar e falar, de xingar, de me revoltar; onde aprendi que opiniões nem sempre são iguais, e que é importante respeitar a do outro; o lugar onde eu aprendi que tenho valor, que existem pessoas que me admiram de verdade. E pretendo manter esse espaço por muitos e muitos anos! Amo o Cotidiano Insano, amo vocês, leitores e leitoras, amo esse mundo bloguístico! Vocês são minha segunda família!
*Texto para o Blogueando
*Texto para o Blogueando
Update: Esse texto não é fictício!
Olá gente! Bom, até que enfim eu consegui comentar nos blogs de todo mundo!!!!Domingo e Segunda fiquei limpando a casa, dando uma faxina daquelas boas. E também passei o dia na cozinha com minha irmã, pois meu avô voltou do interior conosco, e toda hora temos que cozinhar. Tenso, mas passa. Fiz minha matrícula hoje!!!! As aulas começam dia 8 de fevereiro!! Sim, tô empolgada!!! Grande Abraço!
Que a beleza interior é a que realmente importa todo mundo já cansou de ouvir. A verdade é que, o que primeiro nos atrái na outra pessoa é a aparência. Se você tiver que escolher, sem conhecer o indivíduo, entre um moreno alto dos olhos verdes e um ruivo baixinho, quem você ia preferir? Pois vamos parar com o papo clichê e admitir, o mais bonito sai na frente disparado. Claro que isso não quer dizer que o garanhão seja o mais legal, com um papo bacana e a tal beleza interior que todo mundo diz. Sim, pois a beleza exterior não é necessariamente fundamental, mas fundamentalmente necessária! Para ser notado na sociedade a primeira coisa que mudamos é a aparência. Se isso não fosse verdade não haveria tanto preconceitos contra emos, góticos, punks e etc. No trabalho, na escola, nos relacionamentos... Quando estamos fisicamente bonitos tudo parece tomar um novo rumo, sempre para melhor.
Concordo que não adianta em nada ser um deus grego e ter a cabeça oca, mas pra isso é preciso tempo, conhecer melhor a pessoa. Porque as meninas querem sempre perder uns quilinhos e os meninos ganhar um pouco mais de músculo? Porque gastamos fortunas com maquiagem, salão de beleza e roupas? Hoje, quem é mais bonito tem alguns bônus na vida, mas isso não faz deles melhores que ninguém, mais eficientes que ninguém, mais humanos que ninguém... só um pouco mais atrativos.
* Texto para o Blogueando
Sim, voltei hoje do sítio do meu tio. Tenho que dizer que foi maravilhoso. Com esse calor, passei boa parte do dia na piscina, mas consegui evitar o sol de meio-dia e não fiquei vermelha! Agora é esperar pra ir pro interior... Até lá, estou por aqui! Grande Abraço! ^^
Dizem que certas coisas são inesquecíveis: o primeiro beijo, o primeiro fora, o primeiro namorado, e assim vai. Concordo que as lembranças não desaparecem como um todo. Ficam guardadas lá no fundo da memória, pra gente poder dar boas risadas no futuro ou passar por aquele momento nostálgico.Pode parecer clichê, mas meu primeiro beijo não foi o melhor, muito menos minhas primeiras paqueras. Sim, assim vou chamá-los, pois amor é algo muito forte, e creio nunca ter sentido por nenhum dos garotos que já passaram por minha vida nada parecido com o que sinto agora. E olhem, nem foram tantos. Tive sim muitos romances na infância, mas nada passou de olhares e risinhos. Cada ano surgia um namoradinho novo, e assim foi até eu realmente arrumar um namorado, daqueles que você apresenta para a família e beija na boca. Foram dois meses interessantes e, obviamente eu chorei muito com o fim, mas hoje, quando lembro do meu sofrimento naquela época, fico rindo sozinha.
Não precisa ser o primeiro ou o segundo. O primeiro amor não tem hora certa pra chegar. Às vezes até nos enganamos, confundimos e, no fim, acabamos sentadas na frente da TV comendo chocolate. Meu primeiro amor apareceu do nada, como um grande amigo, e está até hoje comigo, compartilhando risos e lágrimas. Com ele eu aprendi e aprendo, vou seguindo a vida. Se eu tenho certeza absoluta? Na verdade, não, mas nunca senti tamanha felicidade no coração, nem nunca nada parecido com o que sinto ao lado dele.
Primeiro ou único, eu também não sei, mas eu amo demais a pessoa que caminha ao meu lado, que me segura nos tropeços e me levanta nas quedas. Esse sim, é meu primeiro amor!
*Texto para o Blogueando*
O ritmo. A melodia. Os instrumentos. A letra. Tudo me atrái em uma música. Tudo. Sou do tipo que não se cansa de ouvir milhares de vezes, no mesmo dia, a mesma música. Se eu me identifico com ela, não há quem tire da minha cabeça a canção.
Pela minha vida várias músicas marcaram momentos, conquistas, derrotas... Minha terapia é a música. Estou triste, estou feliz, não importa, eu preciso ouvir o som, preciso cantar até ficar rouca. Seja no meio de sorrisos, seja no meio de lágrimas, eu sigo cantando e cantando.
Se for preciso escolher uma trilha sonora para minha vida, nesse momento, escolho a música The Climb, da Miley Cyrus. Esse foi o som que embalou esse meu ano, e teria embalado os últimos 2, se ela já existisse. Mas não importa, ela resume minha vida e um dos momentos mais difíceis dela. Todas as vezes que eu me sentia fraca, sentia que eu era burra demais pra entrar em qualquer universidade, eu a escutava, e não sei de onde surgia aquela força avassaladora, que me fazia enxugar as lágrimas e "comer" mais alguns livros. Eu realmente pensei em desistir diversas vezes, mas daí fazia a terapia da música e voltava a acreditar. Tinha horas que eu não acreditava na minha capacidade, me sentia inútil, pensava ser a vergonha do meu pai. Mas descobri que no final, as coisas podem dar certo, se você acreditar em você.
Assim, escolho essa música, porque ela expressa exatamente aquilo que eu sentia no meu coração. Deixo vocês com a tradução e o pensamento. Apreciem, pois vale a pena.
"Eu quase posso ver
Esse sonho que estou sonhando
Mas há uma voz dentro da minha cabeça dizendo
que eu nunca irei alcançá-lo
Cada passo que estou dando
cada movimento que eu faço
Parece perdido sem nenhuma direção
minha fé está abalada mas eu,
eu tenho que continuar tentando.
Tenho que manter minha cabeça erguida.
Sempre haverá uma outra montanha
Eu sempre vou querer movê-la
Sempre vai ser uma batalha difícil
Às vezes eu vou ter que perder
Não é sobre o quão rápido eu chegarei lá
Não é sobre o que está me esperando do outro lado
É a subida.
As lutas que estou enfrentando
as oportunidades que estou tendo
às vezes podem me jogar no chão
mas não, eu não estou rompendo
Eu posso não saber isso
mas este são os momentos que eu vou lembrar mais e
Só tenho que continuar
e eu, eu tenho que ser forte
Apenas continue empurrando
Sempre vai ter uma outra montanha
Eu sempre vou querer movê-la
Sempre vai ser uma batalha difícil
Às vezes eu vou ter que perder
Não é sobre o quão rápido eu chegarei lá
Não é sobre o que me espera do outro lado
É a subida.
Continue em movimento
Continue correndo
Mantenha a fé
Querido
É tudo sobre
É tudo sobre a subida
Mantenha a fé
Mantenha a sua fé"
Texto para o Blogueando
"Nunca um amante, por eloquente que seja, crê ter dito o bastante no interesse do seu amor." (Plutarco)Sempre fui do tipo de pessoa que adora uma foto. Aqui em casa temos caixas e mais caixas com o registro de todos os momentos importantes da nossa vida em família, fora as gravadas em CD, fruto dessa era digital. Foto, para mim, significa muito. Mesmo que alguns considerem apenas como um pedaço de papel eu já penso ser a principal prova de um momento real. Sim, pois ao olharmos aquela imagem entramos no mundo da nostalgia, relembramos o passado, comparamos com o presente e imaginamos o futuro. Seja aquela foto em família, com as amigas ou o amor da sua vida, ninguém nunca é esquecido se está presente em uma foto.
Durante meu ensino médio, principalmente o terceiro ano, tive uma amizade muito forte com a Raquel. Éramos como irmãs de sangue: trocávamos segredos, confidências, conselhos, risos, planejávamos o futuro, os romances, e nunca nos desgrudávamos. Era a dupla do 3A. Ela me chamava de Mona, pois achava meu sorriso super misterioso. Eu chamava ela de Beyju, pois a danada era a cara da Juliana Paes com um toque de Beyoncé [acreditem!]. Se brigamos? Até que nem tanto, e briga feia mesmo, só uma vez, e não durou mais de 2 dias.
Uma das maiores marcas da duplinha eram as sessões de fotos, e tenho um CD lotado delas. Então, porque escolher logo essa, que nem mostra a imensa beleza da minha amiga? Pois na minha opinião, essa foto mostra o ponto pricipal da nossa amizade: a união. Representa mais que uma foto sem sentido ou clichê, representa como eu era feliz e completa ao lado dela. Éramos unha e carne, literalmente.
Mas o tempo passa, o vestibular chega, e com ele novos rumos na vida de cada um. Para minha infelicidade nossos caminhos não se cruzavam mais, e faz cerca de 2 anos que não vejo a Raquel. Sei que ela está estudando muito, montando o futuro que ela sempre quis, assim como eu estou em busca do meu. Só posso dizer que amo demais essa garotinha e agradeço a Deus por ter me dado a oportunidade de passar alguns anos da minha vida ao lado dela. Amo muito mesmo você amiga!!! Pra sempre!!
Texto para o Blogueando

