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Eu já falei algumas vezes aqui no Cotidiano sobre minhas experiências com o transporte público de BH. Desde que entrei para a faculdade virei usuária diária de ônibus, pois, enquanto eu não tiro carteira e compro um carro, é a única forma de chegar na universidade.
Sendo assim, me vejo no direto de reclamar, mas eu acho que todos aqui já devem imaginar o que passo, pois sei que não é muito diferente o transporte público de outras cidades do Brasil. Só que, além de toda a reclamação, há um lado cômico da história.
Ônibus tem tudo quanto é figura, certo? Já passei muito aperto, pois eu possuo algum ímã pra doidos, bêbados e afins. Primeiro que, sempre que estou com aquela maldita régua T tem que aparecer um chato pra encher o saco. Quando é na rua, beleza, você passa direto, anda mais rápido. Mas e no ônibus? Pra onde você vai correr? Uma vez sentou um sujeito do meu lado e começou a perguntar o que era aquilo (a régua) e depois perguntou nome, onde eu estudava, em que ponto ia descer, se pretendia ter filhos... Oi? Olha seu moço, eu não vou contar a minha vida pra um desconhecido, faz o favor!
Teve aquela vez em que eu entrei e sentei do lado de um moço que estava dormindo. Assim que me acomodei na cadeira (a da janela, pra ficar mais presa ainda) o sujeitinho acorda e... ele estava bêbado! Tive que aguentar 20 minutos de ladainhas na cabeça, aquele fedor, e quando ele começou a pegar na minha mão e me assustar, uns caras vieram oferecer trocar de lugar, mas o bebum ficou com raiva e desceu! Graças ao bom pai!
A última que eu peguei foi bêbado de novo, mas dessa vez eu identifiquei a situação do sujeito de longe e sentei o mais longe possível. Só pude rir do coitado, porque ele caía, ele chutava a porta pedindo pra descer no meio da avenida, ficava enchendo o saco das pessoas... É uma tristeza, se vocês querem saber! Como se já não bastasse a passagem cara e as condições deprimentes do ônibus, ainda temos que aguentar isso!
Mas no final eu rio, porque estressar, ficar com raiva não adianta. Aprendi a sempre olhar bem pras pessoas ao meu redor, dar uma cheirada do ar quando vou sentar do lado de algum homem estranho e ficar pronta pra levantar e ir pro fundo, caso não tenha outra alternativa. Dentro do ônibus tem o trocador e passageiros, qualquer coisa eu grito, né?
Grande Abraço! =]]
Essa coisa de cuidar da casa não é fácil não. Quem acompanha o blog há mais tempo sabe das peripécias pelas quais já passei nessa vida de pseudo dona de casa. Hoje não podia ter sido diferente, mas teve um a mais.
Como fiz o almoço, achei que alguém fosse se dispor a lavar à louça, mas depois do Jornal Nacional, quando resolvi fazer alguma coisinha pra encher o estômago, vi que a pia estava abarrotada de coisas, e como sempre, decidi lavar. Odeio cozinha suja! Até aí, tudo normal. Daí, enquanto lavava as panelas, comecei a sentir um cheiro estranho. Como estava chovendo, achei que fosse da rua e nem me importei. Quando fui guardar algumas coisas que já estavam secas me deparo com uma poça fedorenta bem ao lado do fogão. A princípio pensei que fosse o ralo vazando, mas percebi que a água estava vindo de debaixo do fogão, ou seja, da caixa de gordura.
Ecaaaaaaaaa! Sim, é exatamente isso que vocês devem pensar, pois o restante da história não é nem um pouco legal. Doutor Pai foi na mesma hora desentupir a tal caixa e resolvi ajudar e aprender como se faz, afinal, vai que um dia ele não está em casa e algo do tipo acontece? É meus caros, vida de Amélia não se resume somente a lavar, passar e cozinhar não. Tem que saber fazer esses serviços a parte também... Aí começa a parte menos nojenta: tirar a água que estava acumulada na caixa, que na verdade é um buraco fundo, de uns 30cm de diâmetro no chão. Daí Doutor pai tirou MUITA água, e até aí eu aguentei ficar perto, mas o cheiro começou a incomodar o estômago. Quando chegou na parte realmente nojenta, eu achei melhor ficar observando da copa, bem distante do cheiro. Aí foi tirar a parte "sólida", que pra mim é gosmenta, isso sim. Depois de uns 10 baldes d'água é que o meu trabalho realmente começou.
O que? Tá pensando que depois disso é só tampar a caixa e passar um paninho com desinfetante? Que nada. Lavamos a cozinha literalmente. Jogando água e mais água. E isso também foi estendido para a área de serviço que tem ligação direta com a cozinha daqui de casa. Conclusão: a minha simples e humilde hora de lavar a louça se transformou em uma limpeza pesada que só acabou a uns 10 minutos atrás. Acho que depois disso, vou ficar uns 2 dias sem fazer NADA! Mas é claro que isso é da boca pra fora. Uma vez Amélia, sempre Amélia!
Grande Abraço! ^^
Fazer um toy é fácil. Errado. Fazer um toy não é fácil, principalmente em três semanas. Escolhi a ideia e escolhi o material. Seria um etzinho feito de pano, mais especificamente, de feltro, já que eu domino mais essa área. Daí na última quarta-feita foi orientação com o professor e, na hora que fui mostrar meu projeto pra ele, poft!! Não que ele não tivesse gostado, mas juntando tudo que ele falou, EU comecei a odiar a ideia. Cheguei em casa estressada, me tranquei no meu quarto a fim se dormir a tarde toda, mas o toy ficava martelando na minha cabeça. No fim daquele dia eu já tinha um novo projeto. O que o desespero não faz, certo? Daí ficaram duas semanas pra colocar tudo em prática, mas vieram os outros trabalhos e essa semana tem a viagem pra uma formatura... E fazer o bichinho de pano não estava dando certo, aí resolvi arriscar o biscuit. Detalhe: nunca mexi com biscuit na vida!!!! Aí deus...
Enfim, começou a sair alguma coisa, mas pra conseguir chegar onde cheguei, tendo adiantado 3 outros trabalhos, me rendeu um fim de semana cansativo, muito cansativo, e estressante... tô meio em desespero, mas vai dar tudo certo. Pois é, acho que o post explica meu sumiço. Até quando eu tiver mais tempo!
Grande Abraço
Acho que já comentei por aqui que, quando eu era mais nova, meu sonho era fazer Comunicação Social e virar uma grande escritora. Bom, os sonhos mudaram, mas o gosto por escrever e ler não. Mesmo eu estando em uma área que trabalha quase que somente com imagens, nunca deixei de escrever e de alimentar esse meu lado escritora.
Já me arrisquei escrevendo projetos de livros e admito que um deles me encantou e pretendo colocá-lo para frente num futuro não muito distante. Mas não é que, dia desses, achei, no fundo de uma gaveta, um caderno com uma história que escrevi nos meus 15 anos? Resolvi ler e achei super interessante. Não é um livro para pessoas cultas que gostam de analisar as coisas. É uma história adolescente, nem no estilo dos livros da Meg Cabott, minha autora preferida. Então, resolvi dividir isso com vocês. Adicionei um título e estou fazendo uns pequenos ajustes, mas pensei: "Poxa, vai ficar guardado no fundo de uma gaveta?". Ficaria, mas como estou trabalhando esse medo, essa insegurança da qual já comentei com vocês, resolvi montar um blog onde vou postar os capítulos. Essa ideia eu copiei da Tania, do "No silêncio do seu olhar", que eu super recomendo, pois a histórica é ótima e encantadora!
Mas é claro que eu sou uma pessoa chata e não posso deixar minha obra exposta, mesmo sendo algo que escrevi a 5 anos atrás. Logo, o blog só permite pessoas que eu convidar. Então vamos combinar? Quem quiser acompanhar a história vai ter um pequeno trabalhinho: você irá mandar um e-mail para mim [debydelima@hotmail.com] com o seu endereço de e-mail da Google. Aí eu vou adicionar essas pessoas como leitores e, atraves de um login vocês terão acesso ao blog.
Desculpem o transtorno, mas é pela segurança de um projeto que eu tive o trabalho de criar e escrever e que agora quero compartilhar com vocês! Espero os e-mails, pois o primeiro capítulo já está disponível! Grande Abraço!!!!
"Ele sentava na praça da Igreja todos os dias de manhã. Ela pegava o ônibus para a a faculdade no mesmo horário de sempre. Ele escrevia seu poema e suas poesias; ela escutava as músicas da moda.
Um dia ela se atrasou, esqueceu os fones de ouvido e teve que se contentar em olhar pela janela para passar o tempo. Assim ela notou as pessoas, inclusive ele, que todas os dias estava naquela praça, com um caderno na mão. Ela, então, esquecia os fones todos os dias e, sempre que parava no sinal ficava observando-o.
Em uma manhã qualquer, ao parar no semáforo, ela ficou olhando ele que, de repente, levantou o olhar e a viu. Ele sorriu. Ela também. Ele se levantou e começou a andar na direção do ônibus. O coração dela disparou e, antes que ele pudesse alcançá-la, o ônibus deu partida. Ela não se abalou, pois sua rotina nunca mudava, e a dele também não."
Me leve daqui, é tudo o que peço! Me resgate do mundo real, me tire dessa aflição! Quero roupas leves e frescas, cabelo solto, pés descalços... Quero ver o mar! Ah, sim, o mar. Correr na areia, sentir o gelo da água. Quero que o sol queime minha pele, que o sal grude pelo meu corpo. Megulhar...Vamos esquecer... Esquecer a rotina, deixá-los esperando... vamos fugir por um dia! Não, eu não quero ser encontrada! Quero dançar ao luar, contar as estrelas, esquecer do tempo. Vou dormir na praia! Me faz um cafuné? Cante para eu dormir, mas não me deixe acordar depois. Quero que esse sonho continue, quero fantasiar!
Deixa eu ficar com você? Sonhar é tão bom... Não deixe que isso acabe! Então, jura me proteger? Jura olhar sempre por mim? Agora posso domir, mas deixe uma marca. Não quero esquecer esse sonho! Jamais...
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"O céu estava escuro, o que fazia as estrelas se destacarem ainda mais. Suspirei novamente e voltei a observar o meu pé. As lágrimas já haviam secado e o desespero, diminuído. Naquele momento eu estava passando pela fase da negação. Ali, sentada naquela esquina, em uma rua deserta, com um vestido caro de cetim azul eu não aceitava o que acabara de ouvir, muito menos o que eu acabara de ver. Ele também nunca mais iria querer olhar nos meus olhos depois do escândalo que fiz. Aliás, EU não iria querer mais olhar nos olhos dele.Lembro-me tão bem de quando nos conhecemos. Era um dia chuvoso e eu acabara de brigar com minha mãe. Devido ao meu temperamento forte, saí correndo pela rua sem nem me tocar de onde estava. Acabei me perdendo no meio de tanta água. Foi aí que ele apareceu. Na verdade, pensando bem, acho que fui eu quem o encontrei. Ele estava parado num beco. Os cabelos negros molhados pela chuva, a pele clara totalmente perfeita, os olhos verdes semicerrados. Quando me aproximei ele me encarou e, chegando mais perto, abriu um sorriso.
--- O que você está fazendo por aqui?
--- Bem, acho que me perdi.
Com certeza eu estava boquiaberta e gaguejando, o que fez eu me sentir mais boba ainda. Assim, me fazendo companhia até em casa, fomos nos conhecendo e, alguns encontros depois, namorando. E era um conto de fadas, um sonho, uma perfeição irreal. E eu nem podia imaginar o quanto de não real existia ali. Alguns meses se passaram e ele começou a agir estranho, mais fechado, receoso. Um dia ele disse que queria me apresentar à família. Eu, toda boba, quase caí para trás, afinal, aquele cara perfeito estava oficializando de vez a nossa relação. Então eu me vesti da melhor forma, gastando toda minha mesada naquele vestido idiota e no salão de beleza. Quando chegamos na casa dele fiquei mais surpresa ainda. Era uma mansão no meio do nada, fora da vista de qualquer morador da cidade. O salão possuía uma mesa enorme, e todos os móveis eram envelhecidos. Os talheres, os lustres, a decoração, tudo era bastante monárquico, e senti meu estômago dar voltas. Os pais dele eram tão perfeitos quanto o filho. Tudo ia bem, até ele sair para uma conversa com o pai e voltar dizendo que tínhamos que conversar.
--- Preciso te contar algo.
--- Algo o que?
--- Sobre minha família e eu.
Antes que eu voltasse com minhas perguntas frenéticas senti os braços dele me envolvendo e, ao encará-lo vi que os olhos verdes dos quais eu tanto me orgulhava agora estavam negros. Quis gritar, ou jogar uma bebida na minha cara para ter certeza que não era ilusão, mas já estávamos embaixo da terra, aliás, embaixo de todas as terras do mundo.
--- Apresento-lhe minha verdadeira casa. --- ele sibilou.
Não observei detalhes, mas uma coisa eu sabia, de uma coisa eu tinha certeza: eu estava no inferno, literalmente falando."
Bom, como o resultado já saiu [e eu nem ganhei], decidi postar minha história para o primeiro tema do Capricho Fic. Eu gostei do que escrevi, mas fazer o que né? Posto os selinhos no próximo post viu meninas? Espero que gostem! xD Grande Abraço!
A chuva havia cessado, mas estávamos completamente molhados. As roupas, mais pesadas, dificultavam ainda mais nossa fuga. A floresta escura criava um ambiente ainda mais medonho.
--- Corre Mandy, não pára!!
Ele segurava firme a minha mão, mas eu estava exausta, as lágrimas queimando minha face.
--- Eu não vou aguentar! --- falei, desmoronando no chão.
--- Mandy, amor, olha pra mim...
Ele se ajoelhou e segurou meu rosto entre as mãos, me dando um beijo na testa.
--- Eu te amo, ouviu? Nós vamos conseguir! Você precisa tentar!
Foi aí que ele apareceu, entre as árvores, a arma em uma mão, o facão em outra. Dean se colocou na minha frente.
--- Sai de perto dela seu maníaco!
Ele apenas sorriu e começou a se aproximar. Dean partiu para cima dele com tudo. No impacto a arma caiu entre o mato. Ambos travaram uma luta por algum tempo, mas ele foi mais forte e cravou a faca no coração de Dean.
--- Não!!! --- eu gritei.
Mesmo desorientada, corri para onde a arma havia caído e a alcancei primeiro. Ele já estava perto, o mesmo sorriso de antes no rosto, quando disparei. Ele congelou no lugar onde estava, deixou a faca cair, levou a mão direita ao buraco no peito e me encarou pela última vez, antes de estatelar no chão.
Minha repiração era rápida, minhas pernas tremiam. Analisei a cena por alguns minutos e me aproximei do corpo desfalecido de Dean. Me lembrei da nossa conversa naquela manhã.
"---Quanto você me ama? - perguntei, meio boba.
--- Não tem como medir. - ele respondeu, sorrindo.
--- Então o que você faria por mim? - continuei."
Ajoelhei ao seu lado. As lágrimas não caíam mais, o coração foi desacelerando.
"--- Eu iria a qualquer lugar que você fosse, pularia em qualquer buraco, enfrentaria o mais temível monstro por você!
--- Só isso? - ri."
A arma ainda estava em minhas mãos. Acariciei seu rosto, agora muito pálido.
"--- O que mais você queria? - ele perguntou."
Beijei seus lábios roxos com todas as forças que ainda me restaram.
" --- O fato é, você morreria por mim, Dean?
Ele pegou meu rosto e me beijou carinhosamente, dizendo que me amava."
E um tiro ecoou entre as árvores.
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--- Corre Mandy, não pára!!
Ele segurava firme a minha mão, mas eu estava exausta, as lágrimas queimando minha face.
--- Eu não vou aguentar! --- falei, desmoronando no chão.
--- Mandy, amor, olha pra mim...
Ele se ajoelhou e segurou meu rosto entre as mãos, me dando um beijo na testa.
--- Eu te amo, ouviu? Nós vamos conseguir! Você precisa tentar!
Foi aí que ele apareceu, entre as árvores, a arma em uma mão, o facão em outra. Dean se colocou na minha frente.
--- Sai de perto dela seu maníaco!
Ele apenas sorriu e começou a se aproximar. Dean partiu para cima dele com tudo. No impacto a arma caiu entre o mato. Ambos travaram uma luta por algum tempo, mas ele foi mais forte e cravou a faca no coração de Dean.
--- Não!!! --- eu gritei.
Mesmo desorientada, corri para onde a arma havia caído e a alcancei primeiro. Ele já estava perto, o mesmo sorriso de antes no rosto, quando disparei. Ele congelou no lugar onde estava, deixou a faca cair, levou a mão direita ao buraco no peito e me encarou pela última vez, antes de estatelar no chão.
Minha repiração era rápida, minhas pernas tremiam. Analisei a cena por alguns minutos e me aproximei do corpo desfalecido de Dean. Me lembrei da nossa conversa naquela manhã.
"---Quanto você me ama? - perguntei, meio boba.
--- Não tem como medir. - ele respondeu, sorrindo.
--- Então o que você faria por mim? - continuei."
Ajoelhei ao seu lado. As lágrimas não caíam mais, o coração foi desacelerando.
"--- Eu iria a qualquer lugar que você fosse, pularia em qualquer buraco, enfrentaria o mais temível monstro por você!
--- Só isso? - ri."
A arma ainda estava em minhas mãos. Acariciei seu rosto, agora muito pálido.
"--- O que mais você queria? - ele perguntou."
Beijei seus lábios roxos com todas as forças que ainda me restaram.
" --- O fato é, você morreria por mim, Dean?
Ele pegou meu rosto e me beijou carinhosamente, dizendo que me amava."
E um tiro ecoou entre as árvores.


